terça-feira, 15 de março de 2011

Diretores das Pontifícias Obras Missionárias da América se reúnem na Bolívia



Começa nesta segunda-feira, 14, e segue até o próximo dia 19, a 7ª Reunião Continental de Diretores das Pontifícias Obras Missionárias da América. O encontro é realizado na Casa de Formação e Espiritualidade João XXIII, na arquidiocese de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

O encontro reúne diretores de 22 Pontifícias Obras Missionárias da América, incluindo aí os Estados Unidos e o Canadá. O diretor das POM do Brasil, padre Camillo Pauletti, seguiu na manhã de hoje, 14, para a Bolívia.

Temas para discussão
Os diretores das POM na América deverão discutir durante o encontro, entre outros, A realidade da Bolívia e a obra pastoral e missionária da Igreja; A paróquia e a missão; São Pedro Apóstolo e a missão; Rumo ao Cam 4-Comla 9. O encontro dará espaço para os participantes compartilharem experiências no contexto do trabalho missionário e pastoral. Cada tema deve fornecer uma linha de trabalho que será enriquecida por contribuições dos participantes. O primeiro tema será apresentado pelo secretário de pastoral da Conferência Episcopal da Bolívia padre José Fuentes; o segundo será ilustrado pelo bispo auxiliar de Santa Cruz, dom Sergio Gualberti; o terceiro pelo secretário geral da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo, dom Jan Dumon; o quarto, por sua vez, segue o programa de trabalho das POM do continente na preparação para o 4º Congresso Missionário Americano (Cam 4) e 9º Congresso Missionário Latino-americano (Comla 9); por este motivo, a Venezuela, que hospedará o evento agendado para 2012, desenvolverá os aspectos da organização

Museu Missionário É Aberto em Roma

Obras de arte, manuscritos, fotografias e livros, testemunhas do trabalho de evangelização dos povos mais remotos ao longo dos últimos quatro séculos, são os tesouros presentes no Museu Missionário Propaganda Fide, na sede da Congregação para a Evangelização dos Povos, que abriu suas portas no dia 10 de dezembro, em pleno centro de Roma.

O museu pretende reunir e divulgar o "espírito da Missão que levou muitos sacerdotes e religiosos, ao longo dos séculos, a testemunhar os valores cristãos nos cantos mais remotos da terra", disse Francesco Buranelli, coordenador do comitê científico do Museu.

(Zenit, 10/12/2011)

Enviados em Missão para Moçambique

Dia 15 de fevereiro Pe. Rodrigo Schuler de Souza, da Diocese de Osório, RS, partiu em Missão para Moçambique. Pe. Rodrigo une-se ao Pe. Maurício Jardim, que já está na região desde agosto de 2008 e estava de férias no Brasil.

Este projeto do Regional Sul 3 tem o propósito de desenvolver um trabalho de evangelização dos irmãos africanos nas paróquias de Micane e Larde, no Distrito de Moma, Província de Nampula. O novo missionário permanecerá em solo moçambicano por três anos. A presença do padre missionário deseja dar continuidade ao trabalho que já vem sendo desenvolvido pelo Regional Sul 3 da CNBB de contribuição para a evangelização de 130 comunidades.


Fonte: CNBB Sul 3


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Missionárias Partem em Missão para o Haiti

Dia 21 de fevereiro, três novas missionárias dirigiram-se ao Haiti para integrar a Comunidade Intercongregacional presente em Porto Príncipe. Irmãs Iolanda de Oliveira Carneiro, da Congregação da Divina Providência; Veraluce Porfírio dos Santos, da Congregação das Irmãs de Santa Catarina; e Maria Dalvani Sousa Andrade, da Congregação Catequista Franciscana, foram se unir a outras três religiosas que já estão no Haiti desde setembro. As missionárias irão atuar especialmente no socorro às crianças e adolescentes, um trabalho que faz parte do Projeto de Solidariedade entre a Igreja no Brasil e a Igreja no Haiti, criado no ano passado, por causa da tragédia que destruiu a capital do país.

As irmãs foram solenemente enviadas em missa celebrada na Sede Nacional da CNBB, com a participação do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), das madres provinciais das respectivas congregações e membros da CRB.

Fonte: CRB e CN

Nova Secretária-Geral da IAM é Africana

O Cardeal Ivan Dias, Prefeito da Congregação para a Evangelização dos Povos nomeou Jeanne Baptistine Ralamboarison Secre­tária-Geral da Pontifícia Obra da Infância Missionária (ou Santa Infância).

A nova Secretaria-Geral nasceu em 6 de maio de 1951, em Ambatondrazaka (Madagascar). Depois do Ensino Fundamental no seu país, prosseguiu com o Ensino Médio e estudos universitários na França, onde se formou em Direito e em Letras. Iniciou a trabalhar para a Pontifícia Obra da Infância Missio­nária em 1983, quando o Secretariado Geral foi transferido de Paris para Roma. A nomeação, para o quinquênio 2010-2015, tem a data de 1° de dezembro de 2010. É a primeira mulher a desempenhar esta função.

A Pontifícia Obra da Santa Infância, ou Infância Missionária, foi fundada em 19 de maio por Charles August Marie de Forbin-Janson, Bispo de Nancy (França), para educar as crianças ao espírito missionário, sensibilizando-as acerca das necessidades materiais e espirituais de seus coetâneos, sobretudo dos países de Missão.

A Obra encontrou a seu favor pessoas e instituições fortemente envolvidas na educação cristã, e difundiu-se rapidamente. O Papa Leão XIII promoveu-a com a Encíclica Sancta Dei Civitas (3 de dezembro de 1880), e o Papa Pio XI declarou-a Pontifícia, em 3 de maio de 1922.
Todo ano, na Solenidade da Epifania do Senhor, ou em outra data considerada mais adequada por motivos pastorais – como é o caso do Brasil –, em cerca de 150 países do mundo, é celebrado o Dia da Infância Missionária, estabelecido em dezembro de 1950, com uma Carta Apostólica do Papa Pio XII. As ofertas recolhidas nesta ocasião e em várias iniciativas promovidas pelas crianças e adolescentes durante o ano – com o lema Crianças Ajudam Crianças – apoiam centenas de programas de educação religiosa, assistência alimentar e médico-hospitalar, fornecimento de roupas e material escolar, organização de salas para catequese e centros para a infância, compra de remédios, ajuda às crianças pobres, proteção da vida... em todo o mundo.

No Brasil contamos atualmente com cerca de 25 mil grupinhos da Infância e Adolescência Missionária. Acreditemos no protagonismo dos pequenos missionários!

Milhões de Crianças Vítimas de Pobreza, Doenças e Marginalização

Não obstante os 20 anos da Convenção da Organização das Nações Unidas que estabelece os direitos das crianças, milhões delas continuam a sofrer por causa da pobreza, da doença e da marginalização. No mundo, elas são 2,1 bilhões, cerca de 35% de todos os habitantes. A cada ano, nascem quase 129 milhões. Globalmente, 1 em 4 crianças vive na pobreza extrema, em famílias com renda inferior a um dólar por dia. Nos países em desenvolvimento, 1 em 3 crianças vive na pobreza extrema; uma em 12 morre antes de completar 5 anos, a maioria por causas previsíveis.

Em todo o mundo, 250 milhões de crianças menores de 14 anos são obrigadas a trabalhar; dentre elas, segundo a Organização Internacional do Trabalho, 120 milhões têm entre 5 e 14 anos e trabalham em tempo integral, ou seja, 50% do total. De acordo com estatísticas do Unicef, 27 em 100 crianças no mundo não foram vacinadas contra nenhuma doença, 32 sofreram de desnutrição antes de completar 5 anos; apenas 44 crianças foram amamentadas exclusivamente pela mãe nos primeiros três meses de vida, 18 crianças não frequentam escolas, (11 delas, meninas); 25%das crianças que começam o primeiro ano do Ensino Fundamental não chegam ao 5° ano, 17% crianças não sabem escrever e ler (11 delas, meninas).

A expectativa média de vida para crianças no mundo, hoje, é de 64 anos. Nos países industrializados, chega a 78 anos. Nos 45 países mais atingidos pelo Aids é de 58 anos: em Botsuana, Malavi, Moçambique, Ruanda, Zâmbia e Zimbábue, países mais atingidos pela Aids, a expectativa de vida para as crianças é de menos de 43 anos.

Metade das crianças que vivem em países do sul da África é desnutrida. Um terço das crianças da África Sub-Saariana não têm alimentos suficientes. Uma em três crianças na Albânia, Uzbequistão e Tajiquistão, e uma em sete na Ucrânia, Rússia e Armênia é desnutrida. No Vietnã, 17% das crianças nascem com peso abaixo do normal, enquanto 40% dos menores de 5 anos estão abaixo da norma por causa da desnutrição.

Em relação ao grave fenômeno das crianças de rua, nos países latino-americanos, 30 milhões de menores trabalham para ajudar suas famílias, e cerca de 15 milhões que vivem nas ruas (de modo estável ou passageiro). Aids, conflitos e pobreza são as causas do crescimento desses dados no Continente Africano. Está aumentando também o número dos órfãos sem tutela em Ruanda, onde a guerra civil deixou quase 100 mil crianças órfãs. Milhares de crianças e jovens trabalham e vivem nas ruas da capital, Kigali. O mesmo acontece na República Democrática do Congo, Burundi e Angola.

A estes dados sobre países em desenvolvimento, somam-se outros, também preocupantes, sobre a pobreza e o estado de saúde das crianças nos países europeus, cujo desenvolvimento está regredindo: quase 18 milhões de crianças dos países da ex-União Soviética e do antigo bloco do Leste Europeu vivem com uma libra e meia por dia. Somente em Moscou, existem mais de 60 mil crianças sem casa; em Budapeste, entre 10 mil e 12,5 mil, enquanto apenas em Bucareste, elas são mais de 5 mil. Em todos os países, o fenômeno da prostituição de menores está relacionado à vida de rua: as crianças que trabalham em boates e bares ou que dormem nas ruas e estações são expostas ao risco de exploração sexual.

Em relação às doenças, nas regiões mais pobres do leste da Europa ou dos Bálcãs, difteria, coqueluche e tétano causam anualmente muitas mortes: na Albânia, por exemplo, pouco mais de metade das crianças de 1 a 2 anos é vacinada contra estas doenças; registrou-se um aumento de 50% de casos de tuberculose, devido – assim como na ex-União Soviética – à proliferação de formas resistentes aos medicamentos por causa da utilização de tratamentos terapêuticos inadequados.


(Fides, /2011)

Preparando para o CAM 4–Comla 9

Com o 1º Simpósio Internacional de Missiologia realizado de 24 a 27 de janeiro em Caracas (Venezuela), iniciaram-se os eventos de preparação do 4° Congresso Missionário Americano 4 (CAM 4), também 9° Congresso Missionário Latino-Americano 9 (Comla 9), que terá lugar em Maracaibo (Venezuela), de 22 a 27 de janeiro de 2013. O Simpósio teve como tema Secularização Presente e Futuro, Desafio para a Missão,
O tema – Discípulos-Missionários de Jesus Cristo, da América ao Mundo Secularizado e Pluricultural – e o lema – Discípulos-Missionários da América para o Mundo – do CAM 4 apontam para os desafios da Igreja em nosso continente. A equipe organizadora do Congresso diz que "toda a Igreja venezuelana e da América está se preparando para viver na plenitude do Espírito Santo a maravilhosa experiência do CAM 4–Comla 9. (...) Sem dúvida, será um tempo de Salvação em que compartilharemos de novo a graça de termo-nos encontrado pessoal e comunitariamente com Jesus Cristo e de termos sido enviados para dar vida plena a nossos povos".
O Simpósio contou com cerca de 110 participantes, representando 12 países do Continente Americano. Do Brasil foram quatro delegados: Mons. Daniel Lagni, pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), Ir. Israel Nery, pela Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), o leigo Robson Ferreira, representando os Conselhos Missionários Regionais (Comires), e Pe. José Altevir da Silva, CSSp, pelo Conselho Missionário Nacional, Comissão Missionária da CNBB e Missão Continental.
Conferências do Simpósio: Visão Histórica da Secularização, pelo Prof. Enrique Ali, Doutor em Sociologia; A Conversão Pastoral, por D. Mário Moronta, Bispo da Diocese de San Cristóbal (Venezuela); Vivência e Transmissão do Cristianismo quando não Há Transmissão Ambiental, pelo Pe. Pedro Trigo, SJ, professor na Universidade Católica na Venezuela; Leitura da Realidade Secularizante à Luz da Fé, pela Drª Consuelo Veléz.
Todo material referente ao Simpósio pode ser acessado no site oficial do CAM 4–Comla 9: www.venezuelacam4.org.