segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ÍNDIA - Confirmado o visto perpétuo para uma missionária monfortana engajada há mais de trinta anos, como Madre Teresa, entre os doentes de Hanseníase

Bangalore (Agência Fides) - Irmã Jacqueline Jean McEwan, conhecida como "Sister Jean," é uma irmã católica inglesa missionária Monfortana engajada há mais de 30 anos com os doentes de Lepra e pessoas que sofrem em Bangalore. Comparada à Madre Teresa por seu grande empenho e devoção pelos sofredores, a religiosa teve inexplicavelmente a renovação de seu visto anual de permanência no país negada. A notícia começou a suscitar mal-estar em meio às pessoas com quem sempre trabalhou e que a conhecem. No último dia 27 de julho, o Ministro do Interior indiano, Palaniappan Chidambaram, anunciou que a irmã inglesa, de 63 anos, "pode permanecer no país até quando quiser", acrescentando que a precedente comunicação havia sido fruto de um erro devido provavelmente ao fato de que a documentação não havia sido completamente entregue. "Não tem sentido retornar ao Reino Unido enquanto meu povo estiver aqui" - disse Irmã Jean ao jornal Times of India, declarando sua firme intenção de permanecer em Bangalore em meio a seus "amigos e parentes... os doentes de Lepra". A não-concessão do visto teria colocado fim ao precioso trabalho que ela realiza na Bangalore's Sumanahalli Society, onde está engajada junto aos doentes de Hanseníase desde sua chegada ao país, em 1982. Irmã Jean vive e trabalha na Sumanahalli Society, estrutura com quatro clínicas e um centro de reabilitação para soropositivos e doentes de AIDS, além de enfermos de Hanseníase. Não obstante o governo indiano tivesse declarado a doença "erradicada", segundo os padrões da Oms, 130 mil indianos a contraem a cada ano. As estruturas da Sumanahalli Society oferecem cuidados e assistência a 340 pacientes, enquanto a clínica móvel de Suor Jean assiste outros mil doentes nas favelas de Bangalore. Padre George Kannanthanam, responsável pela estrutura, declarou, em nota ao Guardian, que irmã Jean "conhece por nome cada pessoa doente de Lepra, apesar dos nomes indianos serem difíceis". Segundo o sacerdote não existe outra pessoa tão preparada e comprometida como a religiosa inglesa para assistir os pacientes.
(AP) (30/7/2011 Agência Fides)

AMÉRICA/ARGENTINA - As POM da Argentina ajudam na reconstrução dos seminários do Haiti

Buenos Aires (Agência Fides) - O vice-Secretário Internacional da Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo (OSPA), Dom Jan Dumon, enviou uma carta a Pe. Osvaldo Leone, Diretor das Pontifícias Obras Missionárias (POM) da Argentina, para agradecê-lo pela contribuição oferecida pela Argentina à Obra em 2010. Como afirma uma nota enviada à Agência Fides, pelo segundo ano consecutivo as POM da Argentina enviaram 4.108 dólares EUA para a reconstrução e o sustento dos futuros sacerdotes do Seminário "Notre Dame" em Puerto Principe, e do Seminário de propedêutica "St. Paul" de Hinche, no Haiti.
O Reitor deste seminário, pe. Guy Boucicaut e o Presidente da Conferência Episcopal do Haiti, Dom Louis Kebreau, agradeceram Dom Dumon pelo apoio financeiro oferecido a 270 seminaristas.
Na Argentina, a coleta de verbas para a Obra São Pedro Apóstolo está em constante aumento graças à eficaz ação de promoção e animação. A contribuição do país passou de 1.250 dólares EUA de 2007 para 13.503.50 dólares em 2008. Em 2009 foram coletados 18.730.00 dólares e em 2010 20.415.00 dólares.
A nota das POM se encerra com o desejo de que esta obra cresça na Argentina e no mundo, para poder ajudar sacerdotes e religiosos em todos os cantos do mundo. A Pontifícia Obra de São Pedro Apóstolo tem como objetivo o sustento espiritual e material do clero local através da sensibilização do povo cristão sobre a importância das vocações sacerdotais e religiosas nas jovens Igrejas. A Obra oferece aos seminaristas bolsas de estudo e ajuda aos seminários e centros de formação.
(CE) (Agência Fides, 30/07/2011)

segunda-feira, 25 de julho de 2011

ÁFRICA/SOMÁLIA - As crianças muito fracas são abandonadas pelas famílias para tentar salvar os outros filhos


Outra tragédia se abate sobre o povo da Somália que está morrendo de fome e continua procurando abrigo e alimentos em Mogadíscio. Muitas famílias, em desespero, decidem abandonar as crianças que estão muito fracas, que não são capazes de suportar a longa jornada com a esperança de salvar os outros. Infelizmente são muitos aqueles morrem no caminho, enfraquecidos pela fome, sede ou doença. O terrível sacrifício de abandonar seus filhos mais vulneráveis, que não seriam capazes de se mover, é feito por causa da esperança de salvar as outras crianças.

A Somália é o epicentro de uma seca prolongada que ao longo de um ano e meio, devastou o Chifre da África. Trata-se da pior crise humanitária dos últimos 60 anos. O país não tem um governo central efetivo e vem de duas décadas de conflito civil. O atual governo da Somália é apoiado por cerca de 10 mil tropas de paz da União Africana, e controla pouco mais de metade da capital, Mogadíscio, e o resto está sob o controle do grupo islâmico Al-Shabaab.

Os refugiados continuam chegando a Mogadíscio sob o controle do governo depois de semanas de viagens perigosas e pé. Eles chegam à cidade cheia de balas de metralhadora, encontram casas desertas e ninguém que possa ajudá-los. Não obstante sejam várias as organizações locais e internacionais engajadas nas ajudas, a situação não melhora. Algumas pessoas iniciaram a pedir esmolas nas ruas da capital, enquanto outras estão planejando se mudar novamente para os campos de refugiados nos países vizinhos onde chegam mais ajuda humanitária que são uma gota no oceano.

FONTE: Agência Fides - 22/07/2011

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ÁFRICA - Quinhentas mil crianças correm o risco de morrer de fome


Pelo menos 500 mil crianças desnutridas correm risco nas áreas do Chifre da África atingidas pela seca. "Esta emergência irá piorar nos próximos seis meses", disse a Diretora Executiva do UNICEF numa recente conferência em Nairóbi, após uma visita no noroeste de Turkana e Dadaab, onde vivem milhares de somalis deslocados.

Devido à falta de ingestão de proteínas, as crianças gravemente desnutridas apresentam sintomas como inchaço nas pernas e no rosto. A desnutrição é distinta em aguda ou global aguda. Quando um valor da GAM supera 10% é emergência. Na região de Turkana da taxa global de desnutrição aguda (GAM) é de 37%.

Por causa da seca em todo o Chifre da África, pelo menos, 10,7 milhões de pessoas em Djibuti, Etiópia, Quênia e Somália precisam urgentemente de ajuda humanitária. Na Somália, milhares de pessoas estão deixando o país, cerca de 3.200 mudam a cada dia para o Quênia e Etiópia. Os atentes humanitários acolhe receberam uma declaração recente do grupo de oposição islâmico, Al-Shabab, que permite o acesso de ajuda humanitária para as regiões central-sul.

Pela primeira vez em mais de dois anos, em 13 de julho, o UNICEF transportou de avião suprimentos de emergência e água para Baidoa, no sul da Somália. Em Mogadíscio os médicos junto com a African Union peacekeeping Mission in Somalia (AMISOM) comprometeram-se a conter um surto de sarampo que se espalhou pelo acampamento para deslocados por causa da seca. A partir de junho chegaram a capital da Somália cerca de 9,300 pessoas, obrigadas a deixar suas casas nas regiões central e do sul. A seca afetou seriamente as comunidades agrícolas das áreas semi-áridas da Etiópia, Quênia e de forma mais grave, a Somália.

FONTE: Agência Fides - 19/07/2011